Assessoria de imprensa ainda funciona ou perdeu relevância?

Funciona, mas não da forma que a maioria das empresas imagina

Hoje, não basta ter uma pauta, é preciso ter uma abordagem clara e estratégica (Foto: Freepick)

A dúvida sobre a eficácia da assessoria de imprensa é cada vez mais comum. Em um cenário dominado por redes sociais, influenciadores e mídia paga, muitas empresas questionam se ainda vale investir em relacionamento com a imprensa.

A resposta curta é sim. A longa é mais incômoda: funciona, mas não como antes. E não para quem opera sem estratégia.

O ambiente de mídia mudou. Redações estão mais enxutas, o volume de informação aumentou e a disputa por atenção é constante. Isso elevou o nível de exigência. Hoje, não basta ter uma pauta. É preciso ter uma abordagem clara, relevante e bem contextualizada.

O modelo antigo, baseado em volume, praticamente perdeu eficácia. Disparos genéricos, pautas amplas e insistência sem direcionamento raramente geram resultado. Além disso, a ausência de porta-vozes preparados enfraquece qualquer tentativa de exposição.

Isso não significa que a assessoria de imprensa deixou de funcionar. Significa que ela deixou de ser operacional e passou a ser estratégica.

Quando bem estruturada, continua sendo uma das ferramentas mais consistentes para construir reputação, posicionar executivos como fonte e garantir presença em veículos relevantes. Diferente da mídia paga, que resolve alcance, a imprensa constrói percepção e isso tem impacto direto na autoridade da marca.

Empresas que confundem esses papéis acabam investindo alto em visibilidade e pouco em credibilidade.

Hoje, o resultado em assessoria depende de quatro fatores principais: qualidade da pauta, leitura de timing, relacionamento real com jornalistas e consistência ao longo do tempo. Sem isso, a operação se torna invisível.

Assessoria de imprensa funciona, sim. Mas exige repertório, estratégia e entendimento do jogo. Sem esses elementos, vira apenas mais um esforço sem retorno claro.